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Bendigo esse sol, vapores de alcova em manhãs de verão, lento beijo no teu corpo...Sol de janeiros, fevereiros, marco de março, a estreitar nossos olhos (quarto distante dos meus passos) vassalos, cantos de galos...Imagem de brilho e flores cravadas em nosso sexos, brincamos peito aberto, mar tangido das serras, dos seixos...Derrama-se sobre ti água de poros, vértice da língua que transita no meu céu, onde espuma essa paixão...Sol da manhã deita-se à nossa cama, enrosca-nos, contorce-nos, corpo à boca, boca no corpo, tição somos...Pela janela nos atiramos, nenhum andar, como anjos rebeldes que somos voamos rumo ao sol...Janela aberta, luz do sol, o teu corpo no meu corpo é festa!!!!



 Escrito por Felipe às 15h59
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O pensamento era menino purificando manhãs, tingindo dias, numa relva macia onde um homem sem complexos e sem culpas crescia...Tinha cheiro e vontade como quaquer bicho, que come o seu corpo no desejo de ser livre...Oravlho da tarde, manhã fugia, e o homem renascia, natureza e sêmem em um canto luzia...A noite dama de negro arrasta para si o mundo e abraça-o, lua selvagem, sedutora, amante da vida, vontade a toa...Todo ser é sentido, alucinante delírio, somente o gozo sacia a quietude do sexo, e a vida se escoa nas pernas molhadas e trêmulas do cio...



 Escrito por Felipe às 19h29
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Esse olhar vazado, corpo respingado do oravalho da lua...Essa boca pequena que me cobre e acena o desejo rasgado...Esse jeito moleque, por me fazer gato, louco e desvairado pelo fetiche, gostoso pileque...Depois vêm os pelos...os dedos...os zelos...Nesse peito espalmado vejo estrelas, sois, campos e planícies, lindos girassóis, taludos, robustos...É mesmo um pedaço nossa geografia que tão bem nos faz aos olhos, aos sentidos, aos corações...E sob essas mãos que andam sob o meu corpo semeando sempre doce anjo da comunhão...Deposito nervos, tendões, fibras, e essa renda sublime que nos envolve, nos elastece a pele e o interior...Depois vem essas noites no balanço da rede, desejo mais que desejo, feito candeeiro, imagens de beijos, corpo sobre corpo (cristais)...Vem esse zelo segredar mistérios, eternas emoções, raro paladar por ser de dentro, íntimo e interior..De toda essa composição entre boca, olhos, coxas, fica a essência, não só do gozo, mas dessa tênue luz que insiste em não se apagar....

 Escrito por Felipe às 11h31
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O quarto somos nós...Delírio, lembraças e sensações...O assoalho cheira a amor, ali o pensamento não tem cor. A cama descoberta, sangra...O silêncio é tudo que se ouve no meio dos suspiros extasiados de vida...De vidro é a porta do coração, imensa tudo lhe invade...O mundo entra e sai, misteriso encanto...Paredes contagiadas secretam um desejo...As fronhas bordam a maciez de um contato...Todo ventre sonha, chama viva. infinito canto...A palidez da janela revela um vulto distante...Um corpo quente transpira em olhos santos...



 Escrito por Felipe às 19h11
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Em cada parte do meu corpo reflito misteriosas novenas, que desfia num terço aos pés da nossa cama, no sublime afã, dos seus seios, tão crentes, quanto carentes, tão majestosos, quanto simples, naturalmentes orais, cúmplices, faces adormecidas....Seios intumescidos, rijos por um sublime sacrilégio: o de tocá-los...Pele, papel riscado dessa minha língua, mais pura e suave que o cetim...

 



 Escrito por Felipe às 18h57
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Bom, nem sei por onde começar...Aí vai algumas coisas q escrevi...

VIESTE...

Vieste trazendo de volta a alegria que eu pensei extinta. Vieste acendendo a luz do meu mundo, fazendo a natureza se tingir de cores e vida, e no reflorir da primavera toda a graça das pequenas coisas e grandes coisas. Vieste abrindo em mim todas as possibilidades, fazendo aparecer todas as verdades, todas as propostas, acertos, desvendando os segredos da vida e tudo se fazendo dia. Vieste meu amor, porque sem ti, que sentindo teria viver, que razão pra ter coração? Vieste trazendo de volta toda felicidade de ontem que deu sentido a minha vida, que dá vontade, que dá certeza. Vieste com tudo que já conheço de ti, teus sonhos, tuas maneiras de sentir prazer. Vieste, e sou feliz por isso, é isso que dá razão ao meu coração, as minhas alegrias, os meus sonhos, os meus dias...Se algum dia tudo isso deixar de ter sentido, uma coisa hei de dizer sempre: que sem ti não fará não fará diferença alguma, o ser ou não ser, que eu tentei compreender....

 



 Escrito por Felipe às 18h37
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